Home Data de criação : 08/03/26 Última atualização : 09/03/14 04:32 / 22 Artigos publicados
 

O sentido de um blog  escrito em quarta 26 março 2008 23:46

Não é claro para mim o porquê da necessidade humana de declarar-se a desconhecidos. A única coisa que sei é que esta necessidade é inata a todos nós. Percebo isto nas pinturas rupestres, nos rabiscos das crianças nas paredes, em pixações, em protestos de grupos estudantis de esquerda e até mesmo nas roupas que os adolescentes usam.

A verdade, é que o ser humano é social e sociável, que todos nós temos uma estreita ligação, e que buscamos declarar nossas descobertas, dividir nossos acertos e trocar experiências. Os livros são uma grande forma de partilha. Eles são o resultado árduo de alguém que quis compartilhar com a humanidade seus pensamentos. Um blog é um meio de se expressar que alcança interlocutores de lugares que sequer imaginamos, uma forma eficaz e de alto alcance comunicativo. Nietzsche dizia que tudo isso é uma forma de dominação, que toda forma de expressão é viciada, buscando a imposição do modelo acreditado pelo seu produtor. Mas eu, apesar de reconhecer o que ele disse, prefiro acreditar que estamos todos ajudando e pedindo ajuda, dando e pedindo atenção, buscando não nos sentirmos sozinhos ou, pelo menos, não nos sentirmos ignorados.

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Para quê pedância?  escrito em quarta 26 março 2008 23:54

'Em algum rincão do universo cintilante que se derrama em um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro, em que animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da "história universal": mas também foi somente um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram que morrer. -Assim poderia alguém inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão lamentável, quão fantasmagórico e fugaz, quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza".

 



NIETZSCHE, Friedrich. Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral, 1873.

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Realidade?  escrito em segunda 26 maio 2008 17:07

Talvez o mundo esteja mesmo perdido. Ou talvez estejamos perdidos, olhando a vidraça suja, representando, advogando, defendendo um ponto de vista que não é nada mais além de nosso significado, não significando, sequer de longe, a verdade.  

A realidade tal qual acreditamos que existe na verdade não existe. Talvez cheguemos perto quando nos referimos à realidade física, porém, quando o assunto é metafísico, quando falamos de idéias, temos apenas representação. Uma visão parcial, determinada, moldada, mentirosa, que transforma a realidade com a qual temos contato em uma ficção à qual damos crédito e nomeamos realidade.

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Sem causa  escrito em terça 27 maio 2008 16:30

 

Em gerações anteriores havia motivos para que existissem jovens depressivos.

 

A tristeza causada pela depressão pós guerra, o questionamento de valores impostos por um Estado que matava os pais dos jovens em guerras, trazendo crise econômica para o lar e para a nação, fazendo com que não não se pudesse comer bem, que não se pudesse vestir bem fez com que os jovens não mais aceitassem o que a sociedade dissesse que era correto, pelo simples fato de que quem impunha as regras não estava fazendo um bom papel.

 

Assim, os valores perderam a credibilidade, pois estes não mais estavam cumprindo seu papel de manutenção dos fins da sociedade, quais sejam, promover a segurança dos indivíduos que compõem a sociedade, e garantir justiça.

 

Como consequência, jovens descontentes com a nova configuração social, política e econômica, que os trazia sofrimento, decidiram viver segundo regras próprias dando origem a uma série de tendências à criação de tribos juvenis, que perduram até os dias de hoje.

 

O que ocorre hoje, porém, é que as atuais tribos (em sua grande maioria) não tem justificativa. Os emos, por exemplo, são jovens que se dizem tristes, a maioria proveniente de classe média e alta, não tendo muito do que reclamar. São tristes por "moda".

 A tristeza por "moda" é algo ridículo.

A atual juventude sem causa não sabe que tudo o que já existiu anteriormente no que diz respeito a tribos juvenis teve uma causa. Ao contrário do que se verifica hoje com a " emo nation".

 

 

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Pesar  escrito em quarta 11 junho 2008 04:24

Queria sorrir um pouco mais para te ver sorrindo,

Te ouvir melhor para te ver cantando,

Te abraçar sem a culpa...

E sem o peso...

De não ser...

Perfeito.

 

A simples perfeição que buscas,

Aquela que, mesmo cheia de defeitos,

Consegue cumprir, pelo menos,

O seu papel.  

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